Por Andrea Vaciloto*

 

Neste domingo, dia 20/03 daremos adeus ao Verão, pois começa o Outono, uma estação de temperaturas amenas, tempo seco e aumento da poluição, ou seja, o ambiente ideal para proliferação dos vírus respiratórios. Sem dúvidas, a pior estação do ano para crianças e idosos. E este ano, além das infecções mais comuns dos outros anos, temos o Zika vírus e dengue.

Vou falar de medidas gerais que podem ajudar os pequenos a adoecerem menos nessa estação. Em primeiro lugar, atitudes básicas, mas não menos importantes como manter a casa sempre limpa e arejada (janelas abertas por algum período do dia), lavagem das mãos ao chegar em casa e antes das refeições, higiene para tossir e espirrar, usando um lenço que deve ser desprezado e depois, passar álcool gel nas mãos, evitar, na medida do possível, locais cheios e fechados e contato com quem esteja resfriado.

 

Síndrome gripal por influenza

Neste ano, parece que este temido vírus começou a circular um pouco mais cedo que o normal. Mas nada de pânico!! Vale frisar alguns importantes cuidados:

 

– NÃO mande seu filho para escola com algum sintoma de resfriado, evitando também festinhas e o contato com outras crianças em geral se seu filho estiver doentinho. Fiquem em casa, acompanhando e cuidando dos sintomas. Essa medida ajuda muito no controle da disseminação de qualquer que seja o vírus e também acelera a recuperação da criança doente.

 

– Assim que possível, fazer a vacinação. Ao contrário do que muitos pensam, essa vacina NÃO CAUSA GRIPE!! Ela é uma vacina feita de vírus “morto e esquartejado”, ou seja, não consegue causar sintomas que mimetizem a doença que está prevenindo. E é uma vacina segura, sem grandes reações adversas.

 

– Na presença de febre e sintomas respiratórios, procure o seu pediatra nas primeiras 48 horas de história, que é o momento mais indicado para se iniciar a medicação, quando indicada e ajuda a diminuir a disseminação do vírus.

 

– Alimentação saudável, sono em dia, hidratação e lavagem nasal com soro fisiológico, são medidas mito bem-vindas, sempre!!

 

– Crianças menores de 2 anos ou aquelas com alguma doença de base, gestantes em qualquer fase ou no pós-parto (até 40 dias) e idosos, são considerados como pessoas de risco para a síndrome gripal por influenza. Assim, na presença de sintomas respiratórios, devem procurar atendimento médico logo no início do quadro.

 

– Ainda para as crianças com fatores de risco, ou aquelas que adoecem mais nessa época do ano, vale uma consulta com seu pediatra para tentar adotar medidas preventivas.

 

Dengue e Zika Vírus

 

Vou falar das duas doenças ao mesmo tempo, pois a principal medida é a prevenção da picada do mosquito Aedes Aegypti. Ao contrário do que foi dito em algumas (falsas) informações, o Zika vírus não causa doença neurológica em crianças após o nascimento. Assim, o cuidado maior, neste sentido, ainda é voltado para as nossas gravidinhas.

Em caso de febre, usar apenas a Dipirona ou Paracetamol, até que seja feito um diagnóstico. Atualmente, em alguns serviços, há testes laboratoriais disponíveis para fazer o diagnóstico dessas doenças.

Sobre os repelentes, rápidas considerações e uma tabela, pois este tema já foi exaustivamente falado. Os repelentes elétricos (com liberação de inseticidas) são úteis e diminuem a entrada dos mosquitos quando colocados próximos das janelas e portas. Deve-se tomar cuidado com os repelentes líquidos que podem ser retirados da tomada pela criança e acidentalmente ingeridos.

tabelarepelentes

Para concluir, gostaria que essas rápidas considerações que fiz aqui, ajudem vocês a prevenir, na medida do possível essas doenças e para acalmar um pouco o coração das mamães. O que precisamos é de cuidados e nada de pânico! Converse com seu pediatra, divida suas angústias, pois assim evitamos ações precipitadas, exageradas e também não “comemos bola” nos casos mais delicados. Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos.

 

assinaturaDraAndreaAndrea Vaciloto – Formada em Medicina pela PUC-SP/Sorocaba, em 2004, com residência em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, de 2005 a 2007. Especialização em Infectologia Pediátrica pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, de 2009 a 2011. Cursando atualmente o segundo ano de Antroposofia na Associação Brasileira de Medicina Antroposófica/ABMA-SP. Ex-plantonista do pronto-atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein Alphaville, agora em dedicação exclusiva em atendimento em consultório particular.

Mãe do Tiago, carinhosamente chamado de Tico, pediatra do Pedro e da Olivia.

 

 

Fonte: Blog Aprendizados de Mãe – por Gabriela Gama

http://aprendizadosdemae.com/2016/03/doencas-frequentes-no-outono/

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