Destaques

A 5ª Jornada de Agroecologia da Bahia deixou Porto Seguro no último domingo (23) com a missão cumprida: integrar povos e iniciar o debate acerca da agroecologia no Território de Identidade Costa do Descobrimento. “Fizemos um grande voo ao termos a ousadia de sair do nosso ninho, Arataca, e vir para Porto Seguro, com vários significados importantes. Sentimos que foi a coisa mais acertada que nós fizemos”, declarou Joelson Ferreira, um dos coordenadores da Teia dos Povos, realizadora do evento em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). O evento começou no Dia do Índio, 19 de abril, na Arena Boca da Barra.

Sem título59Da jornada saiu a Carta de Porto Seguro, com manifestos em apoio aos indígenas e contra a invasão portuguesa e o “deserto verde”, direcionado ao combate da “hegemonia do eucalipto” na região extremo sul baiana. “O próximo passo da Teia dos Povos vai ser dar prosseguimento ao debate da agroecologia aqui na região, que está sendo comandada pelas papeleiras, pela hegemonia do eucalipto. Aqui vai ser um grande celeiro do debate da terra e do território”, destacou o coordenador.

Com grande público participante, o evento aconteceu simultaneamente ao 9º Jogos Indígenas e à Feira de Economia dos Povos. Povos indígenas e quilombolas do Maranhão, Espírito Santo, Minas Gerais, entre outros estados, além da Bahia, movimentos de luta pela terra, estudantes, agricultores, pescadores, marisqueiras, professores, pesquisadores se reuniram na 5ª edição da jornada para discutir e ecoar a agroecologia em todos os cantos do país.

“A gente veio da Teia do Maranhão para conhecer a Teia da Bahia para se preparar e aprender um com o outro e fortalecer nossa luta nessa articulação. A Jornada de Agroecologia é muito importante para nós indígenas porque a gente precisa da nossa mãe terra e não permitir que tomem nossas terras”, destacou a índia pataxó Daria Krikati.

“Estou participando da jornada pela segunda vez e é um momento muito rico, de experiência entre mulheres negras, de todos os movimentos sociais”, disse Hamangai, da Aldeia Pataxó Hã-hã-hãe de Pau Brasil. “O evento é muito bonito e grandioso, uma mistura de culturas entre quilombolas e indígenas”, ressaltou Aridxawa Pataxó, de Coroa Vermelha, que fez uma apresentação cultural junto com outros jovens da aldeia.

Em oficinas, plenárias e rodas de conversa, o tema “Terra e Território: Natureza, Educação e Bem-Viver” movimentou os debates e troca de experiências entre os participantes, que buscam autonomia através da agroecologia. A programação começa todos os dias às 8h e conta ainda com Mostra Audiovisual e Ciranda Infantil.

“A jornada já vinha num processo de consolidação muito forte, nessa quinta edição consolida ainda mais, principalmente dando respostas à necessidade de espaços para se ouvir todas as etnias, comunidades ribeirinhas, pescadoras, fundos de pasto, pessoas de outros estados, um momento de aprofundamento de debate e exibição das práticas, de trocas de experiências. De forma a impactar na base produtiva, sendo um instrumento tão importante para a agricultura familiar com produção de mudas, a Biofábrica apoia essa e outras jornadas de agroecologia, através do Governo do Estado da Bahia”, diz o diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Lanns Almeida.

“Daqui pra frente, junto com a Biofábrica, nós vamos fazer a tarefa dos 400 mil hectares na Mata Atlântica da Bahia, mutirões com os assentamentos e trabalhar a rede de sementes crioulas. E daqui a dois anos, nós vamos levar a Jornada de Agroecologia da Bahia para a Chapada Diamantina, em busca da espiritualidade e uma relação com os povos fora do bioma Mata Atlântica”, finalizou Joelson Ferreira.

 

Fonte: Mariana Ferreira – DRT 4471

Ascom/IBC

25 de abril de 2017
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