O aluno da APAE Jequié é atendido por uma equipe multidisciplinar que auxilia no seu desenvolvimento.

O aluno da APAE Jequié é atendido por uma equipe multidisciplinar que auxilia no seu desenvolvimento.

A filosofia de trabalho da Associação de Pais e Amigos do Excepcional – APAE de Jequié é bem simples: “todos somos seres humanos e todos temos nossas diferenças e desafios”.

Com essa ideologia, o trabalho diário de apoio a pessoas com deficiência intelectual se torna mais produtivo e proveitoso. Os resultados não demoram a aparecer.

Os alunos com síndrome de down, por exemplo, são estimulados desde os primeiros dias de vida a desenvolver o sistema da fala. A comunicação é uma das principais barreiras para o pleno convívio do deficiente na sociedade.

 

 

“Alguns bebês reagem com tempo maior, outros com tempo menor. E aí, quando começa aquela fase de linguagem, comparando com um padrão de normalidade, começa-se o estímulo de linguagem que, devido à hipotonia e aos atrasos que a criança tem, ela não vai conseguindo produzir alguns fonemas e a gente vai tentando trazer essa tonicidade de língua para ela começar a pronunciar esses fonemas e, por fim, essas palavras isoladas”, explica a fonoaudióloga, Milena Ferraz, que completa: “A gente trabalha com a estruturação frasal e dando essa independência de comunicação oral da criança com síndrome de down”.

Jussiara Oliveira entrevista Paloma Vieira, Moana Meira e Milena Ferraz.

Jussiara Oliveira entrevista Paloma Vieira, Moana Meira e Milena Ferraz.

“A gente acredita no potencial deles. Quanto mais cedo essa criança é estimulada, mais cedo ela vai desenvolver e ter a possibilidade de crescer na rede regular de ensino”, lembra a presidente da APAE, Moana Meira, ao citar a importância e a exigência legal de introduzir a pessoa com síndrome de down ou qualquer outra deficiência intelectual ou física no sistema regular de ensino, além de criar condições de acesso ao trabalho, aos grupos sociais e ao envolvimento familiar.

Uma característica marcante de pessoas com síndrome de down e outras deficiências intelectuais é a sensibilidade. Os sentimentos costumam aflorar com mais facilidade. Então, para estas pessoas, a demonstração do carinho, afeto, rancor, por exemplo, costumam ser mais evidentes.

A professora especialista em Educação Especial, Paloma Vieira, explica que isso não os torna diferentes. Para a profissional, quem lida com esse público é que precisa se adequar à realidade de cada pessoa com deficiência. “Nós temos que passar a vê-los como seres humanos que o são. É uma criança, é um adolescente. Se a gente começar a pensar nessa hipótese, aí os mitos começam a cair, os preconceitos começam a ser derrubados”, compara.

Existe uma relação afetiva entre os profissionais da APAE Jequié e seus alunos.

Existe uma relação afetiva entre os profissionais da APAE Jequié e seus alunos.

Paloma explica ainda que, geralmente, as reações adversas das pessoas com deficiência intelectual têm relação direta com o estilo de vida, a faixa etária e os fatores naturais da vida. “Ele [portador de deficiência intelectual] faz isso porque é criança, faz aquilo porque é adolescente, e não por ser deficiente. Então, quando as pessoas começarem a perceber e a enxergá-los como seres humanos, aí sim, vão começar a aceitar com mais tranquilidade. Quanto mais as pessoas envolvem ele num ambiente de estímulo visual, sonoro, tudo…, ele vai se desenvolver melhor”, conclui.

 

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