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Campanha em apoio ao diagnóstico precoce e tratamento adequado da Hipertensão Pulmonar

Campanha em apoio ao diagnóstico precoce e tratamento adequado da Hipertensão Pulmonar

Em uma pesquisa inédita realizada pela ABRAF (Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Pulmonar) em parceria com a Bayer, em sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife) com 2.100 pessoas, identificou-se que hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC), doença incapacitante é desconhecida por 76% dos brasileiros. Pouco conhecida não só no Brasil, mas também no mundo, 5 de maio é o Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar e para estimular a conscientização da doença, a campanha internacional “Um folêgo para a Vida” apresenta o Thunderclap, plataforma digital que permite que os internautas doem espaço voluntariamente em suas redes sociais (facebook, twiter ou Tumblr) para estimular o conhecimento sobre a doença.

 

Pesquisa ABRAF indica que 76% dos brasileiros desconhecem  a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica

 

A HPTEC é uma das causas de hipertensão pulmonar (HP), distúrbio que acomete os pulmões e o coração, em que a pressão do sangue nas artérias pulmonares torna-se acima do normal, sobrecarregando o coração, podendo levar à insuficiência cardíaca e até mesmo à morte. Grave e progressiva, ocorre formação de coágulos sanguíneos nas artérias do pulmão que, com o passar do tempo, fibrosam. Pouco difundida, a patologia ainda é desconhecida para muitas pessoas, inclusive para os próprios portadores da doença, que desconhecem sua existência até que um diagnóstico correto seja feito.

Muitos não sabe como tratar a doença.

Muitos não sabe como tratar a doença.

Para a Dra. Ana Paula Mattos, especializada em Pneumologia e membro titular da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o principal desafio em torno da doença é o diagnóstico precoce, pois muitas vezes os sintomas são confundidos com outros problemas. Assim, muitos casos passam despercebidos e são subdiagnosticados ou recebem diagnóstico tarde, postergando o início do tratamento.  Quanto mais tardia a detecção, mais avançada estará a doença e, portanto, mais difícil de responder ao tratamento de forma adequada.

“O diagnóstico não é tão simples. Pode ser confirmado por cateterismo, mas pode ser feito pelo ecocardiograma ou pela tomografia de tórax”. A Dra. Ana Paula explica que o tratamento da hipertensão pulmonar varia bastante. Se a HP for secundária é necessário buscar tratar a causa, por exemplo, se o paciente tem estenose de válvula mitral com a operação, surte o efeito. Caso seja uma embolia pulmonar, com o tratamento, o paciente melhora da HP. No caso de uma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), melhorando o quadro clínico, o resultado é positivo no controle da HP. Em muitos casos, o tratamento da doença de base, em muitos casos, o resultado é positivo no controle da HP.

O paciente pode apresentar falta de ar, cansaço, tontura, dor no peito, desmaios, lábios e pele azulados, pulso acelerado, inchaço nos tornozelos, abdômen ou pernas e dificuldade respiratória mesmo estando em repouso. Algumas vezes, a HP pode ser assintomática e, no momento em que os sintomas aparecem, a doença pode já estar em estágio avançado e não reversível. Na maioria dos casos, entre o primeiro sinal e o diagnóstico correto, o paciente pode levar alguns anos.

Dados apontam que 1 em cada 4 entrevistados não sabe como tratar a doença e, em caso de suspeita, menos da metade procuraria um pneumologista

 

Tratamento

A pesquisa indicou que 1 em cada 4 entrevistados não faz ideia de como tratar a HPTEC e, em caso de suspeita, menos da metade (47%) procuraria um pneumologista, já 21% não sabe qual especialista buscar.

O principal tratamento para a HPTEC é a cirurgia. No entanto, 40% dos pacientes é inoperável e, até 35% deles apresenta hipertensão pulmonar persistente ou recorrente após cirurgia. A utilização de medicamentos, apontada por 43% dos entrevistados como a melhor opção de tratamento, é a terapia indicada nesses casos onde o procedimento cirúrgico é contraindicado ou não resolve o problema.

Segundo Paula Menezes, presidente da ABRAF, “o acesso ao tratamento é uma forma de prover dignidade ao paciente. Uma pessoa que não consegue nem pentear os próprios cabelos sem ter falta de ar não se sente minimamente inserida na sociedade”.

Entendendo a hipertensão pulmonar

A doença pode afetar pessoas de todas as idades, incluindo crianças, mas a maioria dos diagnósticos ocorre entre 40 e 50 anos de idade, podendo surgir isoladamente ou com outras doenças subjacentes.  Estudos sugerem que a deficiência de óxido nítrico (ON), acompanhada de disfunção do endotélio (o revestimento interior dos vasos sanguíneos), consistem no principal problema da HP e estão associadas à progressão da doença e morte.

Existem cinco tipos de HP, sendo que cada um pode atingir o paciente de uma forma diferente e as causas podem ser distintas. Os subtipos com base nas diferentes causas subjacentes são:

Hipertensão arterial pulmonar (HAP): inicia nos pequenos vasos sanguíneos;

HP devido à doença do coração esquerdo: como o próprio nome sugere, os primeiros sinais surgem do lado esquerdo do coração;

HP devido a doenças pulmonares e/ou hipoxemia: aparece no tecido pulmonar;

Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC): começa nos grandes vasos sanguíneos, semelhante à formação de coágulos sanguíneos;

HP com mecanismos multifatoriais: pouco claros, que varia de acordo com a incidência específica.

Tratamento inovador | Novidade no Brasil

Atendendo a necessidade de uma terapia eficaz para o tratamento dos casos de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC), foi aprovado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o uso do riociguate no Brasil. Este é o primeiro e único medicamento para essa causa de hipertensão pulmonar que é inoperável, persistente ou recorrente após cirurgia. Desenvolvido pela Bayer, o tratamento está disponível em 42 países como EUA, Japão e Alemanha.

Este é o primeiro de uma nova classe de medicamentos denominados estimuladores da guanilato ciclase solúvel (GCs), que possui sua eficácia comprovada em estudos clínicos, como o CHEST (Chronic Thromboembolic Pulmonary Hypertension sGC-Stimulator Trial). Tais evidências de desempenho foram obtidas em estudo com pacientes portadores da HPTEC (CHEST-1) e publicados no New England Journal of Medicine (NEJM), em julho de 2013.

Os resultados do CHEST (Chronic Thromboembolic Pulmonary Hypertension sGC-Stimulator Trial), programa de estudo de Fase III, demonstraram que riociguate retarda a progressão da doença, melhora as funções cardíaca e pulmonar e reduz os sintomas da patologia, com progressos sustentados no longo prazo. Mais de 90% dos pacientes em estudo confirmaram que riociguate é bem tolerado. Atualmente, o programa está ativo em centros de 26 países.

Para a Dra. Sandra Abrahão, Diretora Médica da Bayer, as análises reforçam os benefícios e a segurança oferecidos pela terapia. “O nosso objetivo principal é cuidar da saúde e contribuir para que os pacientes tenham menos impacto e consigam conquistar uma melhora na qualidade de vida. Apesar de rara e com características peculiares, se a doença for diagnosticada e tratada precocemente, é possível prevenir complicações mais graves. Queremos contribuir para um bem viver e que os pacientes consigam desfrutar o máximo de experiências possíveis”.

Considerando dados internacionais de epidemiologia, estima-se que a hipertensão pulmonar (HP) afeta de 1.600 a 8.000 pessoas no Brasil e de 8 a 40 pessoas por milhão no mundo. A HPTEC é uma das causas da hipertensão pulmonar e é considerada como uma das mais graves.

 

 

Fonte: Burson-Marsteller; www.jornaldiadia.com.br

Com a colaboração da Dra. Ana Paula Mattos, da Clínica Respirar, Jequié.

5 de maio de 2016
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