Hanseníase tem tratamento mais efetivo diagnosticada precocemente

img_1_27_4201
Reposição hormonal é alternativa para quem sofre com climatério e menopausa
30 de janeiro de 2017
unnamed (5)
Comece o ano com uma dieta equilibrada e com menos sódio
31 de janeiro de 2017

Hanseníase tem tratamento mais efetivo diagnosticada precocemente

hanseniase

Esta terça (31) é marcada pelo Dia Mundial de Combate à Hanseníase.

A doença, popularmente conhecida como lepra, é infectocontagiosa, de evolução crônica e longa, causada pelo Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, um micro-organismo que afeta, na maioria das vezes, a pele e os nervos das extremidades do corpo. É uma das doenças mais antigas já registradas na literatura, com casos na China, Egito e Índia.

A hanseníase é transmissível por meio da respiração de um indivíduo doente, sem tratamento, através do convívio prolongado com alguma pessoa saudável, e pode levar a sérias incapacidades físicas. É uma doença curável e o tratamento é feito por via oral com a associação de dois ou três medicamentos, denominado poliquimioterapia. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS, e é mais efetivo quando a doença é diagnosticada precocemente.

Arthur Custódio

Arthur Custódio

Segundo o coordenador Nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Arthur Custódio, “A hanseníase tem tratamento e dura entre seis meses a um ano, e se caracteriza por manchas na pele que não têm sensibilidade e se não tratadas, deixam sequelas. O índice negativo do Brasil é que 10% das pessoas já chegam aos postos de saúde com sequelas e por isso temos de falar muito na doença”

Para o coordenador, hanseníase permanece como um grave problema de saúde pública no Brasil porque está relacionada com qualidade de vida. Arthur concorda que, nos últimos anos, a qualidade de vida no Brasil melhorou muito, mas explica por que isso não repercutiu na doença. “Porque tem um tempo de incubação longo. Caso adotemos políticas públicas que melhorem a qualidade de vida, com certeza, isso vai impactar nos índices da doença”, considera.

O coordenador do Morhan ressalta que a doença é simples. “Precisa-se de profissionais treinados e capacitados. Além, é claro, de muitas campanhas nacionais. O trabalho do Morhan é voluntário no país inteiro, voltado para educação e saúde. No Rio de Janeiro, por exemplo, desenvolve um trabalho intenso junto aos professores, ativos e inativos, com várias atividades dentre elas e principalmente para os direitos humanos”.

 

Fontes: Agência Brasil EBC Rádios / www.morhan.org.br / www.fundhansdahw.org.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *