Poesias do Sertão: histórias pra contar

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Poesias do Sertão: histórias pra contar

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O Projeto Fogueira Literária é um trabalho de incentivo à leitura e à escrita desenvolvido na zona rural com base na literatura de cordel. O projeto, realizado entre os anos de 2010 e 2015, teve como resultado uma produção expressiva de cordéis, além do despertar da população rural para o prazer da escrita e leitura.

Elem Pitombo é organizadora da Mostra.

Elem Pitombo é organizadora da Mostra.

Agora, o público terá a oportunidade de conhecer as histórias criadas por esses moradores. A Mostra Literária Poesias do Sertão acontece no dia 29 de novembro de 2016 no Museu Histórico de Jequié, às 19h. “A Mostra é o resultado das ações de fomento à leitura desenvolvidas na zona rural. Estamos muito felizes por esse projeto iniciado em 2010 e que está sendo finalizado com o despertar da dignidade e da esperança nas pessoas, em especial, aquelas que vivem no campo”, explica Elem Pitombo, organizadora do evento.

A Profa. Ms. Ana Sayonara realizará palestra durante a Mostra.

A Profa. Ms. Ana Sayonara realizará palestra durante a Mostra.

Além das poesias de cordel, o evento também promove intervenção teatral com o grupo Candeeiro Encantado, palestra com a Professora Mestra Ana Sayonara Fagundes Britto Marcelo e uma mesa redonda com autores das obras.

Para mais informações sobre a Mostra Literária Poesias do Sertão, acesse o blog do evento ou entre em contato pelo e-mail eopitombo@gmail.com.

A Literatura de Cordel

No Brasil, a literatura de cordel também é conhecida como folheto. É um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos.

Estudos relatam que o cordel tem origem no século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais. Histórias que retratam o cotidiano, a simplicidade dos termos utilizados e a facilidade da leitura tornaram o cordel uma forma literária popular no Brasil.

O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes.

Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.

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1 Comment

  1. Natali disse:

    Que legal!!

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