Doar sangue salva vidas

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Doar sangue salva vidas

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Especialistas alertam: Doações de sangue devem ser mantidas, mesmo com o aumento de casos de Zika

 

Doar sangue é um ato simples que salva vidas.

Doar sangue é um ato simples que salva vidas.

Com o surgimento de surtos de doenças contagiosas, como é o caso do vírus Zika, surge na população o receio de transmissão da doença pela transfusão de sangue. No Brasil, ao menos um caso de transmissão pelo sangue doado já foi registrado. Mas a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), ressalta que esse tipo de transmissão é um evento raro.

Sendo assim, a ABHH recomenda que o paciente diagnosticado com zika, dengue ou chikungunya deva ficar por um período mínimo de 30 dias sem doar sangue, a partir do desaparecimento completo dos sintomas. As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypiti.

Em Jequié, o Hemoba (Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia) segue  esta orientação. Além deste cuidado, os médicos que realizam a triagem são cuidadosos na tentativa de identificar pessoas que participam de grupos de risco para a transmissão de diversas doenças por meio da transfusão sanguínea. Durante a triagem, são aferidas a pressão arterial, o peso e a altura do doador, que também é submetido ao teste de anemia (taxa de hemoglobina e hematócrito) e a uma entrevista criteriosa com o médico.

A doação

Equipamentos modernos auxiliam a doação

Equipamentos modernos auxiliam a doação

Com base nos resultados, o triagista avaliará se o candidato tem condições de fazer a doação sem causar algum prejuízo ou problema ao receptor. Se o doador não tiver condições para doar, o triagista irá lhe explicar o motivo da inaptidão e se esta situação é temporária ou definitiva. Se estiver apto, o doador assina um termo de consentimento e é encaminhado para a sala de coleta.

Após a coleta, amostras de sangue do doador passam por testes laboratoriais capazes de identificar doenças como Hepatite B; Hepatite C; Doença de Chagas; Sífilis; AIDS; e HTLV I/II (ELISA), além de detectar hemoglobinas anormais e de determinar o tipo sanguíneo do doador. Os componentes extraídos do sangue doado só são liberados para uso transfusional após a execução e a verificação dos resultados desses testes.

Em Jequié, é realizada uma média diária de 20 coletas de sangue. Mas após o aparecimento do vírus Zika, o movimento de doadores tem sido menor. Porém, de acordo com o médico Gilson Fonseca, um dos responsáveis pela triagem do Hemoba de Jequié, a doação não oferece nenhum tipo de risco ao doador. Ele chama a atenção para a importância da doação de sangue. “É um gesto simples, capaz de salvar vidas”, ressalta.

hemoba001A doação é feita em poucos minutos, o suficiente para coletar cerca de 450 ml de sangue. Para doar, basta estar em boas condições de saúde e respeitar alguns critérios:

» Ter entre 16 (requer formulário de autorização) e 69 anos;

» Pesar mais de 50kg.

» Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).

» Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).

» Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Faça sua parte, doe sangue! Salve vidas!

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